E se algumas das coisas que mais fizeram você sofrer nunca tivessem acontecido exatamente como sua mente contou?
Clara perdeu pessoas, caminhos e talvez um grande amor. Mas sua jornada mais difícil começa quando percebe que também havia perdido algo silenciosamente: o direito de decidir a própria vida.
“Pensamentos podem parecer verdades. Mas sentir certeza não transforma uma interpretação em fato.”
Clara aprendeu a cuidar dos outros antes de aprender a cuidar de si. Depois de perdas profundas, da depressão e de uma vida reduzida à sobrevivência, ela tenta seguir em frente oferecendo às pessoas aquilo que ainda possui: tempo, atenção e uma enorme disposição para ajudar.
Até que uma nova perda coloca Daniel em seu caminho.
A amizade nasce do luto. O cuidado transforma-se em proximidade. A proximidade começa a parecer amor. E, pela primeira vez em muito tempo, Clara imagina que talvez ainda exista uma vida depois de tudo aquilo que perdeu.
O Amor
Clara e Daniel descobrem uma conexão improvável. Mas silêncios, distância e medo começam a ocupar o lugar das perguntas que nunca fizeram.
A Perda
Depois de tantas despedidas, Clara começa a acreditar que amar significa também preparar-se para perder.
Enfim Liberdade
Sua maior transformação será descobrir que ouvir outras pessoas não significa entregar a elas o direito de escolher sua vida.
Então Ele apareceu.
❧ ❧
Ele não encontrou uma mulher esperando ser salva. Encontrou uma mulher apenas sobrevivendo.
Daniel ajuda Clara em um dos momentos mais difíceis de sua vida. Conversa com ela. Questiona algumas de suas certezas. E sem perceber, começa a mostrar para ela que existe uma enorme diferença entre aquilo que pensamos sobre alguém e aquilo que realmente sabemos.
Mas Daniel também possui seus próprios silêncios. Duas pessoas podem sentir algo verdadeiro uma pela outra e ainda assim permitir que medo, distância e interpretações ocupem o lugar da conversa.
“Talvez algumas coisas precisem ser ditas antes que a nossa mente decida dizê-las pelo outro ou por nós mesmos.”
A jornada mais difícil começa por dentro.
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Entre perdas, terapia, trabalho, relacionamentos e pequenas escolhas cotidianas, Clara começa a observar algo que durante anos confundiu com realidade: os próprios pensamentos.
Ela descobre que uma emoção pode ser absolutamente real mesmo quando a interpretação que a produziu está equivocada. Descobre que pessoas podem amá-la e ainda assim estarem erradas sobre aquilo que é melhor para ela.
E compreende que pedir conselho é muito diferente de entregar a alguém a autoria da própria vida.
Clara não precisava vencer a própria mente. Precisava aprender a não obedecer a tudo o que ela dizia.
Sobre o autor
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Diego Rodrigues
Em CLARA — A mulher que acreditava em tudo o que pensava, Diego Rodrigues escreve movido pela curiosidade sobre aquilo que existe por traz das escolhas humanas: nossos pensamentos, interpretações, medos, relações e a maneira como construímos certezas sobre nós mesmos e sobre as pessoas ao nosso redor.
CLARA — A mulher que acreditava em tudo o que pensava nasceu do desejo de transformar reflexões sobre a mente humana em uma história simples, sensível e próxima da vida real. Em vez de apresentar conceitos como uma coleção de teorias, o autor escolheu colocá-los onde realmente importam: na vida de uma pessoa comum.
Clara ama, perde, sofre, interpreta, acredita, erra, influencia-se, faz escolhas e tenta compreender aquilo que sente. Sua história foi construída para provocar identificação, não julgamento.
O objetivo do autor com CLARA não é ensinar ao leitor o que pensar, nem oferecer respostas prontas sobre relacionamentos ou sobre a vida. É justamente o contrário: estimular a capacidade de questionar aquilo que pensamos antes de transformá-lo em verdade.
Quantas vezes sofremos por algo que imaginamos? Quantas decisões tomamos baseados no medo? Quantas certezas construímos sem fazer uma pergunta? E quantas vezes entregamos a outras pessoas o poder de interpretar e decidir nossa própria história?
Por meio da literatura, Diego convida o leitor a acompanhar Clara e, silenciosamente, observar também a si mesmo.
Porque talvez a maior transformação não aconteça quando aprendemos a controlar tudo o que pensamos, mas quando finalmente compreendemos que podemos ouvir nossa mente sem necessariamente acreditar em tudo o que ela diz.
Esse é o propósito de CLARA: não dizer ao leitor como viver sua vida, mas talvez ajudá-lo a enxergá-la por um ângulo que ainda não havia considerado..
Quanto daquilo que conduz nossas escolhas pertence à realidade — e quanto pertence às histórias que nossa mente aprendeu a contar?
CLARA nasceu como uma história digital e encontrou leitores também por meio do Diário de Clara. Agora queremos dar o próximo passo: transformar essa história em uma primeira edição física.
Sua contribuição ajuda a tornar possível a produção do livro e também fortalece o compromisso social do projeto, ampliando o acesso à leitura por meio de exemplares destinados a ações e espaços de leitura.
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CLARA em livro físico
Queremos transformar CLARA — A mulher que acreditava em tudo o que pensava em uma edição impressa, preservando a identidade visual, a delicadeza da obra e a experiência de leitura construída no universo de Clara.
Além de viabilizar a impressão, a campanha busca ampliar o alcance da leitura. Parte dos exemplares produzidos será destinada a bibliotecas, projetos sociais e espaços de leitura, conforme o compromisso apresentado na campanha.
Cada contribuição ajuda a transformar páginas digitais em páginas reais.
“Talvez você ajude a imprimir um livro. Talvez ajude alguém a encontrar uma pergunta que precisava fazer.”
Contribua para a edição física
Faça sua doação pela Vakinha
Ao clicar no botão abaixo, a campanha será aberta em uma janela pop-up, mantendo o blog CLARA aberto ao fundo.
Algumas histórias parecem diferentes quando fechamos os olhos e apenas escutamos.
Clara em Áudio nasce como uma extensão do Diário de Clara: a mesma essência, as mesmas reflexões e os mesmos pequenos acontecimentos que revelam muito sobre a nossa mente — agora também pela voz.
Clara em Áudio
#28
Explicar demais suas escolhas talvez fosse uma maneira de pedir permissão para vivê-las
EPISÓDIO MAIS RECENTE • disponível no Spotify
Diário de Clara #28
Quando Clara percebeu que explicar demais suas escolhas talvez fosse uma maneira de pedir permissão para vivê-las
Em uma tarde na casa da mãe, Clara percebe que transforma perguntas simples em longas justificativas. Aos poucos, entende que explicar demais nem sempre é apenas compartilhar motivos: às vezes pode ser uma forma silenciosa de buscar aprovação para escolhas que já são suas.
“Posso explicar minhas escolhas sem precisar convencer ninguém de que tenho o direito de fazê-las.”
O Diário escrito continua sendo a casa de Clara. O áudio cria uma nova maneira de viver cada história e cada descoberta.
Todos os episódios
O episódio mais recente fica em destaque acima. Os demais episódios aparecem abaixo em ordem decrescente: #27, #26, #25, #24, #23, #22, #21, #20, #19, #18, #17, #16, #15, #14, #13, #12, #11, #10, #09, #08 e #07. Todos podem ser ouvidos diretamente aqui no blog e compartilhados por link individual.
Diário de Clara#27Clara em Áudio
Episódio #27
Quando Clara percebeu que sentir culpa não significava necessariamente ter feito algo errado
Clara diz apenas “hoje eu não consigo”. Ninguém a acusa de nada, mas uma pequena reação é suficiente para que sua mente comece a julgá-la. Ao conversar com Patrícia, ela percebe que talvez esteja usando a própria culpa como prova de que fez algo errado.
Quando Clara percebeu que perdoar alguém não significava precisar devolver a essa pessoa o mesmo lugar em sua vida
Uma mensagem inesperada de Patrícia, antiga amiga de Clara, reacende lembranças de uma relação importante que havia mudado com o tempo. Clara percebe que perdoar alguém não significa necessariamente devolver a essa pessoa o mesmo lugar em sua vida.
Quando Clara percebeu que entender o motivo de alguém não significava precisar aceitar aquilo que essa pessoa fez
Daniel ajudou Clara em alguns dos momentos mais difíceis de sua vida. Mas, ao buscar ajuda de pessoas próximas por causa da distância, revelou dificuldades que Clara acreditava ter confiado apenas a ele. Mais tarde, Clara percebe que compreender a boa intenção de alguém não significa considerar correta a maneira como essa pessoa agiu.
Quando Clara percebeu que estava tentando encontrar uma explicação única para uma história que talvez tivesse várias
Clara já havia conseguido um novo trabalho e tentava compreender o que vivera com Daniel. Em uma conversa com Marina, percebe que histórias humanas raramente cabem em uma única causa, um único culpado ou uma única explicação.
Quando Clara percebeu que estava transformando uma possibilidade em uma certeza
Um churrasco em família. Conversas cruzadas. Uma pergunta aparentemente inocente, um olhar e uma frase ouvida pela metade fazem Clara perceber como uma simples possibilidade pode crescer dentro da mente até começar a parecer uma certeza.
Quando Clara percebeu que estava lembrando do passado como se sempre tivesse sabido o que aconteceria
Ao reconhecer uma rua ligada a Daniel, Clara percebe como conhecer o final de uma história pode fazer o começo parecer cheio de pistas que, na época, ainda não eram claras.
Quando Clara percebeu que estava julgando uma decisão pelo resultado que veio depois
Com currículos na pasta e as marmitas ainda indo bem, Clara começa a perceber que um bom ou mau resultado não basta para dizer se uma decisão foi boa ou ruim.
Quando Clara percebeu que estava procurando sinais de que sua decisão tinha sido a decisão certa
Depois de finalmente abandonar algo em que havia investido tempo demais, Clara imaginou que sentiria apenas alívio. Mas uma nova pergunta apareceu: e se ela tivesse feito a escolha errada?
Quando Clara percebeu que estava continuando apenas porque já havia investido demais para desistir
Às vezes, desistir parece significar que todo o tempo, dinheiro e esforço investidos foram desperdiçados. Clara começa a perceber a diferença entre continuar porque ainda vale a pena e continuar apenas porque já custou demais.
Quando Clara percebeu que estava valorizando mais aquilo que poderia perder do que aquilo que poderia conquistar
Uma proposta simples faz Clara encarar uma escolha que parecia maior do que realmente era. Sua mente mostra com nitidez tudo o que poderia dar errado, mas quase nada sobre aquilo que ela poderia conquistar.
Quando Clara percebeu que ver todo mundo acompanhado não significava que ninguém estivesse sozinho
Em uma noite silenciosa, Clara vê nas redes sociais pessoas acompanhadas e começa a acreditar que só ela está sozinha. Uma visita inesperada e dois pratos de sopa mudam completamente aquilo que ela pensava estar vendo.
Quando Clara percebeu que uma opinião estava começando a valer mais do que todas as outras
Um convite inesperado leva Clara a um culto. Na saída, uma conversa aparentemente comum deixa uma única opinião ecoando em sua mente — forte o bastante para quase apagar todos os elogios e sinais positivos que ela havia recebido.
Quando Clara percebeu que estava esperando sentir confiança para começar
Entre marmitas, novos pedidos e uma brincadeira com seus dois cachorros, Clara percebe que talvez a confiança não precise vir antes da ação — ela pode ser construída justamente quando começamos.
Quando Clara percebeu que estava confundindo preocupação com preparação
Precisando complementar a renda, Clara decide preparar e vender marmitas fit. Entre planos e medos, ela percebe que pensar repetidamente sobre tudo o que pode dar errado não é o mesmo que se preparar.
Quando Clara percebeu que mudar também parecia perder
Diante de uma possibilidade de recomeço, Clara percebe que sua mente dá um peso enorme ao que pode perder — e começa a olhar também para o custo de permanecer onde está.
Quando Clara descobriu que algumas certezas eram apenas histórias antigas
Uma manhã tranquila, um café no hotel e uma conversa fazem Clara perceber que algumas das certezas que carregava talvez fossem conclusões antigas tentando explicar o presente.
Quando Clara transformou um erro em uma definição de quem era
Depois de um erro, Clara percebe que sua mente foi além do acontecimento e começou a transformar uma falha em identidade. Neste episódio, ela aprende a separar aquilo que fez daquilo que é.
Quando Clara percebeu que sentir alguma coisa não significava que aquilo fosse verdade
Uma mensagem simples da irmã é suficiente para a mente de Clara criar possibilidades, antecipar problemas e transformar uma sensação em certeza. Neste episódio, Clara aprende a diferenciar aquilo que sente daquilo que realmente sabe.
Quando Clara percebeu que estava tentando adivinhar o que os outros pensavam
Clara percebe como sua mente tenta preencher silêncios, olhares e situações com suposições sobre o que os outros pensam. Neste episódio, ela começa a separar o que realmente sabe daquilo que apenas imaginou.
Quando Clara encontrou exatamente o que procurava...
Ao aceitar um novo desafio no trabalho, Clara começa a reunir sinais de que talvez não esteja preparada. Até perceber que sua mente estava prestando mais atenção justamente às evidências que confirmavam aquilo em que já começara a acreditar.
Uma mulher comum. Um amor possível. Uma mente tentando protegê-la. E uma descoberta capaz de transformar a maneira como ela enxerga a própria vida.
E você? Está pronta para conhecer Clara?
CLARA — A mulher que acreditava em tudo o que pensava
Entre na história de Clara e acompanhe uma jornada sobre pensamentos, escolhas, vínculos, perdas, recomeços e a descoberta de que nem tudo aquilo que sentimos como certeza é necessariamente um fato.
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